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O HPV (Papiloma Virus Humano) é um vírus que causa lesões como verrugas genitais e lesões pré-cancerosas.

As verrugas genitais, também conhecidas como condilomas ou papilomas (ou ainda popularmente como “crista de galo”), geralmente surgem na vulva (onde tem os grandes e pequenos lábios, na região perineal e perianal), mas podem aparecer na vagina e no colo uterino. A verruga do HPV se assemelha a “bolinha” quando é recente ou a couve-flor (quando a verruga é maior), pode ser única ou numerosa, raramente se percebe coceira ou algum incômodo; na maioria das vezes é assintomática e não causa corrimento genital. Existe o risco de crescer e se proliferar quando não tratadas.

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As lesões precursoras do câncer de colo uterino, vagina e vulva são praticamente assintomáticas e a “olho nu” não são identificadas. Estas lesões são descritas em exames de colposcopia e vulvoscopia como “manchas” ou “áreas” esbranquiçadas que surgem após a colocação do ácido acético (que é uma das etapas destes exames). Após a visualização das alterações, é realizada a biópsia para confirmar o grau da lesão. Nos resultados, são comuns aparecerem as siglas NIC, NIV e NIVA. Estas siglas são abreviações de “neoplasia intraepitelial do colo uterino”, “neoplasia intraepitelial de vulva”, “neoplasia intraepitelial de vagina”. Em alguns laudos de laboratório, recentemente, as siglas são LIEBG e LIEAG, que significam lesão de baixo grau (baixo risco para progressão para o câncer) e alto grau (alto risco para progressão para o câncer), respectivamente. Após a conclusão da anatomia patológica, se define sobre o tratamento.

As verrugas genitais são causadas por tipos de HPV considerados não oncogênicos (os mais comuns são os tipos 6 e 11), ou seja, sem risco de causar câncer. Os exames que mostram o tipo de HPV são da biologia molecular (captura híbrida e PCR).

Exames

Os exames que vão conduzir o tratamento para o HPV são a biópsia com a anatomia patológica. Leva-se em consideração a idade da paciente, se tem outros problemas de saúde associados, a histórica obstétrica e os hábitos de vida. Importante lembrar que o tratamento para HPV tem como objetivo tratar a doença causada pelo vírus e não a eliminação do vírus. O vírus até pode ser eliminado do organismo, mas depende da imunidade de cada indivíduo. O HPV pode persistir por muitos anos e até mesmo ser adquirido novamente. Quando o HPV não se manifesta em forma de doença, não precisa de tratamento. Mas é necessário o acompanhamento com ginecologista regularmente.

Tratamentos

O tratamento pode ser realizado para destruir a lesão ou para retirar a lesão. Alguns medicamentos com a função de destruir a lesão podem ser aplicados no consultório ou pela própria paciente em casa. A forma de aplicação do remédio, a quantidade de vezes e o tempo devem ser orientados pelo ginecologista. As substâncias utilizadas para aplicação no local das lesões são geralmente o ácido tricloroacético, imiquimode (pomada imunomoduladora) e podofilina.

O procedimento cirúrgico que visa destruir a lesão ou retirar a lesão pode ser realizado em consultório ou no hospital. A escolha do local vai depender da experiência do ginecologista, da vontade da paciente e principalmente do grau, extensão e localização da lesão a ser tratada. Geralmente, os métodos utilizados são cauterização com aparelho de bisturi elétrico, exérese (retirada da lesão) com aparelho de alta frequência ou laser de CO². AS lesões de alto grau para câncer devem ser retiradas e não apenas destruídas. Quando estas lesões são extensas, o tratamento é normalmente feito no hospital e sob anestesia. Se a lesão de alto grau encontra-se no colo uterino, é indicado um procedimento chamado conização (onde se retira a parte do colo uterino doente).

Alguns tratamentos com medicação são mais demorados, podendo levar até 16 semanas todo o processo. Os tratamentos que retiram a lesão (os que envolvem procedimento cirúrgico) são mais rápidos. Tanto o uso de medicação quanto o procedimento de retirada das lesões podem deixar cicatrizes na pele quando a lesão é na vulva (parte externa). O laser é o que geralmente causa menos cicatriz e incômodo. Outra diferença entre eles é o preço. O valor dos medicamentos é mais acessível de forma geral, porém com mais idas ao ginecologista. Se a localização da lesão é na vagina, o laser tem a vantagem de atingir mais facilmente o local a ser tratado sendo mais indicado.

Na tentativa de melhorar o sistema de defesa e combater o vírus durante o tratamento, indica-se a vacinação e uso diário de polivitamínicos. Durante o tratamento, é necessário um tempo de abstinência sexual até a cicatrização da pele ou da mucosa. Após a liberação para retomar a vida sexual, deve-se insistir no uso de preservativos para evitar a contaminação dos parceiros e recontaminação.

A mulher deve abandonar o tabagismo, diminuir o consumo de álcool, evitar noites mal dormidas, ter uma alimentação saudável e fazer atividade física, ou seja, sempre se orienta um estilo de vida mais saudável como coadjuvante no processo do tratamento.

Hoje, em determinadas situações específicas, principalmente as que envolvem lesão de baixo risco para câncer em mulheres jovens sem doenças associadas, toma-se uma conduta mais conservadora. Pode-se acompanhar com exames em intervalos de tempo menores, vacina e polivitamínicos.

Após o processo de tratamento, deve-se manter uma vigilância por um período de dois anos em média, para controlar resistência (lesões difíceis de desaparecerem por completo apesar do tratamento adequado) ou recidiva das lesões (surgimento de novas lesões a qualquer momento). A mulher que passou por um tratamento de HPV deve combinar com o seu ginecologista de quanto em quanto tempo deve voltar para consulta e repetir os exames (captura híbrida ou PCR, Papanicolaou, colposcopia e vulvoscopia).

Diante da necessidade de tratamento para HPV, a mulher deve procurar um ginecologista especialista em patologia do trato genital inferior (PTGI), que é especialista em tratamento e acompanhamento por lesão causada por HPV.

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