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Primeiro, devemos olhar para todos os cenários: pessoas casadas, que moram juntas ou solteiras; pessoas com filhos e sem filhos; com privacidade dentro de casa ou sem…

A convivência para os casados (ou que moram juntos) por mais horas seguidas dentro de casa vai sofrer com a divisão de tarefas domésticas, com as conversas sobre como pagar as contas e como estão os trabalhos (se homme Office ou presencial). Se era um relacionamento já desgastado, talvez as divergências se acentuem. Ou, podem levantar a “bandeira da paz” e surgir aí uma nova chance de aproximação em prol de um objetivo maior: viver em boa companhia dentro do mesmo espaço, uma luta a dois contra um inimigo comum (o coronavírus).

Já o relacionamento entre não casados pode sofrer com o distanciamento físico. Principalmente, se existe a necessidade de estar junto para se sentir mais amado ou mais seguro do seu afeto. Para quem demanda mais a presença, este momento de isolamento pode ser um período de muitos questionamentos sobre a relação  e o que se sente. Para aquelas pessoas que suportam bem um relacionamento à distancia, vão acabar usando estratégias para manter a relação saudável através do virtual, usando os mesmos moldes  de namorados quando moram em cidades ou países diferentes. Sim, essa experiência não agrada a todos. Mas já existem alternativas.

O sexo que pode ser considerado por muitos como o termômetro do relacionamento tem que ganhar uma nova releitura. Casais que moram juntos na mesma casa, podem ter relação sexual se estiverem sem sintomas gripais. Lembrar que o contato com gotículas de saliva é um grande meio de transmissão. Até agora, não foi encontrado o vírus na secreção vaginal, mas foi encontrado nas fezes (então o sexo anal deve ser evitado). Uma possibilidade é realmente começar a olhar todos os cômodos da casa como diferentes “motéis” e sair mudando o estilo. Por exemplo, na cozinha, na varanda, no lavado (que geralmente é pequeno e só freqüentado pelas visitas!) e ir mudando o perfume, a roupa, o tipo de toque, de beijo, de “pegada” de acordo com cada espaço.

Para pessoas que não moram na mesma casa, mas que tenham parceiros fixos, podem aproveitar o momento para fazer aquele “test drive” e passarem a quarentena juntos na mesma casa (quem topa?). Porque diminuiria os riscos de transmissão do vírus com o ir e vir de uma casa para outra.

Já aquelas pessoas solteiras, sem parceiros fixos, o ideal seria evitar mesmo o contato físico (sexual e não sexual). O que não significa que a vida precisa parar. O sexo virtual (tomando os devidos cuidados com imagens gravadas, fotos e com a exposição) pode ser uma boa alternativa, assim como também: a troca de mensagens em contextos mais eróticos;  assistir ao mesmo filme na mesma hora e depois discutirem sobre o filme (pode ser com um tema mais provocante); combinar um jantar virtual (onde pode acontecer uma conversa mais insinuada) e investir na exploração do próprio corpo com a masturbação por exemplo.

O uso de brinquedos eróticos também pode diminuir a sensação de que está sozinha, principalmente se houver criatividade para enredos e fantasias com outras pessoas. Os vibradores não precisam ser higienizados com álcool. Podem ser lavados com água e sabão. Outras formas de exercer a sexualidade podem ser escrever histórias eróticas vividas ou inventadas em formato de contos (existem alguns sites que publicam os textos anônimos, o que pode ser excitante ao ver sua história ali publicamente) e ouvir podcasts com temas sobre sexualidade (são informativos e contribuem para pensar mais no assunto amplamente).

É importante dizer que sob o estresse, o corpo e a cabeça podem responder de formas diferentes a estímulos sexuais. Não necessariamente vai haver uma vontade maior de transar (só porque não se está fazendo nada) ou que vai ser fácil se excitar e chegar ao prazer. Principalmente se os filhos estiverem presentes ou se tem mais gente na mesma casa. A falta de privacidade pode ser um fator a mais de inibição.  Nestas circunstâncias, o banheiro da casa por ser um local mais reservado pode ser mais explorado.

Talvez, porque as relações sexuais estejam mais raras (principalmente para quem mora sozinho), algumas pessoas foquem mais o pensamento no sexo no dia a dia ou seja até a busca de uma válvula de escape para aliviar as tensões. Mas, se o sexo não estiver fluindo fácil, tudo bem. Não se cobre tanto. O numero de preocupações na cabeça é grande agora. Cada um deve respeitar o seu momento, a sua vontade. Viva a sua sexualidade da forma que te faça bem.

Estamos atravessando um momento atípico de afastamento social e de ansiedade. Se um dos parceiros estiver com sintomas gripais não se deve ter qualquer tipo de contato físico (genital e não genital). Tudo que sabemos sobre COVID-19 são informações que podem ser ainda transitórias, por isso é importante manter sempre o contato com seu medico. Não fique com dúvidas.

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