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Os casais sempre acreditam que poderão ter filhos quando desejarem. Mas quando a gravidez não acontece, procuram clínicas especializadas em reprodução humana e toda uma jornada de exames e investigação se inicia e junto vem o desgaste físico, emocional e financeiro. O impacto da infertilidade gera transtornos individuais e conjugais e depende também do tempo de busca e se existem filhos com outros parceiros(as). Os sentimentos mais comuns são tristeza, vergonha, luta, decepção, angustia, raiva, perda, frustração, ansiedade. Nas relações sexuais ocorre diminuição do prazer e libido, com relações ditas mais insatisfatórias.

Em casais cis hétero, as mulheres sentem mais o peso da infertilidade, mesmo a causa sendo ligada ao fator masculino. Os homens apresentam mais riscos de falta de libido, disfunção erétil e ejaculação precoce. A infertilidade é um processo de desafio à virilidade.

O distanciamento sexual vai depender também de como eram as relações sexuais antes do diagnóstico de infertilidade. Outro lado é se o desejo de ter um filho é o único fator que os mantém ainda unidos.

Tratamentos como fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) não provocam mudanças na atividade sexual. Já o coito programado pode ser uma grande pressão para que naquela hora específica tudo funcione perfeitamente bem. Aqui o sexo perde qualquer contexto erótico e passa a ser refém do calendário.

O uso de diversos hormônios causam alteração no humor, inchaço, ressecamento vaginal, sono e indisposição. A vontade de se envolver com o sexo fica restrita ao momento certo para tentar engravidar.

Muitas vezes a frustração vem da ideia que precisam de um medico, de uma terceira pessoa para que a concepção ocorra. O sexo perde a sua privacidade, tem agora uma pessoa externa orientando e tomando conta. A menstruação passa a ser muito vigiada.

As pressões sociais e familiares os levam muitas vezes a postergarem a procura por ajuda, por medo do estigma e do sentimento de inferioridade. Será que ainda devemos perguntar aos recém casados: “E aí, agora só falta o bebê! Estão planejando para quando?”

A sexualidade deve ser abordada durante todo o processo de tentativas. Qual será o reflexo desse tratamento na vida sexual deste casal durante a gravidez e após a chegada do bebê tão sonhado?

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